O início da colheita da soja 2025/26 em Mato Grosso do Sul já provoca reflexos no setor de transporte rodoviário. Com a estimativa de produção nacional em 178 milhões de toneladas, considerada recorde, cresce a demanda por caminhões para o escoamento da soja e do milho, pressionando a infraestrutura logística, especialmente nos meses de pico, entre janeiro e fevereiro.
De acordo com dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o momento 2,4% da área plantada foi colhida. Em janeiro de 2026, as exportações somaram 170.174 toneladas de milho e 163.557 toneladas de soja.
Os principais destinos da produção sul-mato-grossense continuam sendo os portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e Rio Grande (RS), que concentram grande parte do fluxo de grãos.
Variações nos fretes
O aumento da movimentação já impacta diretamente as cotações de frete. Segundo levantamento da Conab, algumas rotas registraram oscilações expressivas em comparação com janeiro de 2025.
O trajeto Chapadão do Sul–Paranaguá (PR) apresentou queda de 8%. Já a rota Dourados–Maringá (PR) registrou alta de 24%.
Outros percursos tiveram aumentos ainda mais significativos, chegando a 33% de valorização, como Maracaju–Maringá (PR), São Gabriel do Oeste–Paranaguá (PR), Sidrolândia–Santos (SP) e Ponta Porã–Maringá (PR).
O cenário indica que, com o avanço da colheita nas próximas semanas, a tendência é de manutenção da pressão sobre o transporte rodoviário, exigindo maior capacidade logística para atender ao volume recorde da safra 2025/26.


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