Produtores rurais do sul de Mato Grosso do Sul estão em alerta devido à irregularidade das chuvas e à previsão de precipitações abaixo da média histórica nos próximos dias. O cenário preocupa principalmente porque coincide com o estádio fenológico R5 da soja, fase que marca o início do enchimento de grãos e na qual a restrição hídrica pode comprometer a formação e o peso dos grãos, afetando diretamente a produtividade.
Dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (CEMTEC) apontam que, entre os dias 1º e 26 de janeiro, diversos municípios da região sul registraram volumes de chuva abaixo da média, com déficits que chegaram a 62%. Em Fátima do Sul, por exemplo, foram registrados apenas 67 milímetros de precipitação no período.
Para o trimestre entre fevereiro, março e abril, o histórico climatológico dos últimos 30 anos indica acumulados entre 300 e 500 milímetros. No entanto, a tendência atual aponta para chuvas irregulares e possivelmente abaixo da média, mantendo a preocupação entre os produtores.
A situação climática também já impacta o ritmo da colheita. Na região sul do Estado, os trabalhos avançaram apenas 0,7% da área total, desempenho inferior ao registrado na safra anterior, reflexo das condições climáticas adversas e do desenvolvimento irregular das lavouras.
O cronograma indica que o pico da colheita deve ocorrer entre o início de fevereiro e meados de março, com previsão de finalização em maio. Para todo o Mato Grosso do Sul, a estimativa de produção é de 15,1 milhões de toneladas, com produtividade média projetada em 52,8 sacas por hectare.


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